quarta-feira, 21 de maio de 2008

No compasso da vida

Como de rotina, estava eu no banho antes de ir à faculdade. Ao fechar os olhos, no momento de lavar o rosto, fiz uma insólita viagem. Como flashes, passaram-me na mente momentos inesquecíveis da vida, principalmente de minha infância. Segurei minhas pálpebras para que não se abrissem. Queria continuar a viagem, mesmo sabendo de sua inexistência. O flash-back se parecia mais como aqueles sonhos que temos durante a nudez da noite, e que de imediato se acabam e tornam-se outro.

Os flashes eram tão bem ritmados que até me recordo de seus batimentos. Ecoavam em minha memória, sons avassaladores. Tinha a leveza de uma sinfonia como as de Mozart, e a rigidez tácita de uma abertura de Beethoven. Algo espetacular.
Aos poucos, durante certo tempo, agreguei isso aos meus momentos de cansaço físico. Talvez, pudera eu estar delirando em meio ao stress do dia-a-dia. Mas não. Descobri que era algo incontrolável, vindo da melodia construída pela minha vida. Compassada numa essência substancial do existir e construir.

Fiquei ali, com a espuma correndo sobre o meu rosto. Acho que durante alguns segundos. Tempo esse mais que necessário para uma viagem. Essencial para bons momentos, de alegria e nostalgia. Ah, se não fosse por momentos assim, seríamos todos iguais e sem lembranças. Apenas com o lúdico do presente e a esperança do futuro. Sem ao menos chorar pelas tristezas do passado, ou recordar os momentos bem escritos no compasso de nossas vidas.

2 comentários:

Anônimo disse...

meu Deus q lindo o pessoa !
magavilha vio ... ahahhaahha
entra no meu ... escrevi um texto q até agora eu curti .. bjoos

Unknown disse...

Nossa muito inspirador este texto...ameiiii, foram palavras que descrevem muito bem alguns momentos de nossa vida...fiquei curiosa para saber de suas lembranças....bjo